A Fada:

Moderadora: Green Fairy
Profissão: Degustadora
Idade: 20 Anos
Cidade: São Paulo/SP
Signo: Câncer
Comida: Que mata a fome
Bebida: Absinto


Bebem Comigo:

A Gota d'agua
As leis de Murphy
Agora já foi...
Bebediabo
Blog que ninguém lê
Companhia das palavras
Deixa eu brincar de ser feliz
Dona Baratinha
Felicity Craft
FeYao
Finding Myself
Kall
Lixo e Philosophia
Mule PréBalzaca
Nada sem nada
O Mundo do Pepperman
Paulo Bonfá
Por Acaso
Px Web Blog
Stuffbox
Supérfluo & Indispensável
Tem Di Tudo Aki
The Virgin Suicides
Vida Viva
Violet Witch
W. Moscolini


Drinks Bebidos:



Meu humor atual - i*Eu



Terça-feira, Setembro 21, 2004

Da série: Minha família é demais



Jantar em família, certamente é algo que rende os mais variados papos e algumas pérolas inesquecíveis e é em meio deles que sempre tenho alguma para compartilhar.
Brother-Fairy: Fico inconformado com as coisas que acontecem em minha vida. Eu nunca encho o tanque do carro, justamente quando ele está cheio de gasolina, roubam o meu carro.
Eu: É a Lei de Murphy.
Brother-Fairy: Você também?
Eu: Eu o quê?
Brother-Fairy: Todo mundo relaciona meus problemas a essa bendita lei. O foda é que eu nunca soube que porra de lei é essa, muito menos quem foi Murphy.
Eu: Foi o cara de um tiro da pesada.
Brother-Fairy: Fala sério.
Eu: Não acredito que você não sabe quem foi Murphy e muito menos que não conheça uma lei do cara.
Mainha: Ah Filhinha, não é todo mundo que sabe essas coisas. Coitado!
Eu: Coitado? Tudo bem, se você e o papai não souberem. Agora meu irmão? Um arquiteto formado, que sempre estudou em ótimos colégios, se não souber isso, melhor ele se jogar aqui da sacada.
Brother-Fairy (com cara de paisagem): Kct. Você vai me matar essa curiosidade, ou vai ficar zombando da minha cara?
Eu: Ta bom maninho, vou encarnar a tia Cotinha do colégio e vou lhe dizer. Após muitos estudos, Murphy concluiu que quando tudo parece estar dando certo, pode ter certeza que algo vai dar errado.
Brother-Fairy (com cara de interrogação): Putz... É por isso que no colégio eu não ia bem em filosofia e história. Murphy era um filosofo idiota.
Eu: Ai meu Deus, agora acho que preciso vomitar. Criatura querida, Murphy era um físico. Ele trabalhava na NASA e chegou à conclusão de que não importa quantos cálculos sejam feitos para se lançar uma nave no espaço, alguma coisa vai dar errado. Alguém vai esquecer um número, um parafuso, alguma coisa que leve ao caos completo. Depois que a challenger explodiu, ele perdeu o emprego, mas a lei de murphy permaneceu e ele desenvolveu outras... Pelo menos você sabe quais são os sete pecados capitais?
Brother-Fairy (Com cara de quem descobriu a América): Isso é fácil. A gula, hum... A gula... O ódio também, né?
Eu (totalmente irônica): Ah sim... Claro! O ódio, a ignorância e principalmente a sua estupidez! Infelizmente você não tem mais jeito.


Green Fairy, 23:33 - Beba Aqui



Segunda-feira, Setembro 13, 2004

Depois de muitas reflexões, concluí que estou ficando velha demais para a idade que possuo. Você pode estar imaginando: "Como é que uma garota de 20 anos pode estar dizendo uma coisa dessas?" Pois é. Vai ver que meu espírito já teve tantas reencarnações que hoje em dia pensa como um idoso. Se isso realmente existe, eu não sei, só sei que pelo menos nessa vida, já passei por tantas experiências que aprendi a amadurecer mais cedo. Como diria um amigo meu, o binômio balada, casa dos pais, soa muito bem na cabeça dos mortais da minha idade, mas como eu sempre fui pré-matura eu começo a pensar que quando eu chegar aos trinta, vou querer estabilidade, um filho, um marido, enfim, uma família. E se eu não começar desde já, vai ser dificil chegar aos trinta e tudo cair do céu.

Embora no momento, eu tenha tido uma bela crise de risos, no fundo ele tem razão. A sociedade costuma dizer que todos conseguem sobreviver sem sexo, sem amor, sem amigos, mas se esquecem que também dá para viver sem um braço, sem uma perna, cego, surdo, louco e por ai vai. Eu pessoalmente não quero nenhuma destas situações. Claro que sobrevivo sem estar ao lado do amor da minha vida, mas seria como dizer que me falta um braço. Nada é igual. O vazio me assombra. Mas juro que no momento não quero parar para filosofar sobre isso. O que eu quero é um emprego. Essa minha vidinha mais ou menos de ficar fazendo bicos daqui e dali, ficar plantada num salto alto durante uma tarde inteira em um evento chato, para ganhar meus cinqüenta dinheiros no fim do dia, ficar com câimbra nos dedos de tanto digitar o trabalho de algum preguiçoso que prefere me pagar, voltar da balada e descobrir que é preciso responder alguma pesquisa de mercado, tudo isso, no fim do mês paga meus gastos, minhas prestações e de certa forma me sustenta, mas no fundo me sinto uma inútil e volto as minhas crises existenciais de praxe.

Não nego que sou sonhadora, que de certa forma construo sonhos até um pouco impossíveis. Mas confesso que também não fico parada, o ócio me dá ojeriza e eu vou a luta. De uma forma ou de outra, construo meus sonhos, mas se eu não consigo os tirar do papel, acabo me frustrando. Ociosidade não combina com o meu ser e juro que odeio pessoas que pensam que tudo caí do céu. Estou passando um perrengue terrível, mas ao invés de me amuar em um canto e chorar, reclamando a todos os santos o porquê dos porquês, eu faço alguma coisa. E é isso que estou fazendo, acordando cedo todos os dias, continuando com minhas rendas fáceis, mas batalhando por algo fixo. Falta pouco, dezembro minha família está indo embora e só restará, eu e Deus.

Tanto falei que acabei fugindo do que eu estava a concluir. Estou ficando velha. Sim, sim, de uma forma fútil acabei concluindo isso. E foi neste fim-de-semana, após rodar todas os points do momento, descobri que eu não estava com estomago para encarar nenhum deles. Fato pelo qual, vem acontecendo há muito tempo, mas que até hoje não dei por mim. E onde eu acabei? No primeiro supermercado, em busca de uma garrafa de Smirnoff e de alguns vinhos e junto de meus amigos, acabamos falando sobre o futuro, músicas, valorizando as pequenas coisas e por fim, dormindo sem chegar à conclusão alguma. Isso não é coisa de velho? Não sei, só sei que agitei tanto de ir para o Carna Facul que acabei desistindo e no fim, só para me despedir dos meus amigos cariocas, acabamos os seis em um motel apenas para dormir. Jurava que isso nunca seria possível, que ser que paga uma suíte para dormir? Entramos com duas criaturas no porta-malas, um casal de "homossexual" e eu representando a parte feminina ao lado de meu grande amigo. Quinze minutos depois, deixo os cinco dividindo duas camas de casal e saio do motel com a recepcionista me olhando com aquela cara de paisagem e não entendendo lhúfas. Juro que gostaria de ser uma abelhinha para ver a cara dela, quando os cinco marmanjos deixaram o quarto.


Green Fairy, 20:05 - Beba Aqui



Sexta-feira, Setembro 10, 2004


Desculpem-me, mas me dei ao luxo de sair de férias e não avisar a ninguém! Bombardiada com tantas mudanças, nada como um retiro espiritual para refazer minhas idéias e criar novos objetivos. E é assim que batizo todas minhas viagens a São Sebastião do Paraíso. A cidade, por si só, é um verdadeiro Paraíso, repleta de natureza, ar-puro, cachoeiras belíssimas e isso sem contar os amigos e as inúmeras festas que rolam por lá. Resumindo: não há um ser que conheça a cidade e não volte mais tranqüilo.

Desta vez, embarquei na festa de peão que rola anualmente. Está certo que perdi os melhores shows e tive que me contentar com a apresentação de Gian & Giovani e com a dupla Guilherme & Santiago. Confesso que adorei a experiência e que até decorei uma dessas músicas que costumo dizer que é som de corno conformado. A melodia é bem engraçada, a letra é bem hilária e todos juntos cantavam algo mais ou menos assim: "Quem é que não tem uma outra /para infernizar a vidinha /Arroz com feijão enjoa / Sempre é bom uma misturinha!"

Fotografamos tudo, bebemos todas e de quebra ainda beijei meu-sonho-azul-de-consumo que desta vez estava em uma disputa acirrada, que por fim, mais uma vez se rendeu aos meus encantos de fada-paulistana-metida-a-irresistivél.

Nessa viagem, teve tantas cenas marcantes que juro que só de pensar em relatar já sinto câimbra nos dedos. Mas uma coisa, não posso negar, me diverti horrores, ri muito com os acontecimentos e porres alheios e acima de tudo, voltei com a força maior do que nunca. E sim, sim. Para matar a curiosidade de todos que reclamam por eu odiar colocar fotos, segue a seqüência de quase todos que estavam lá: Edimar-Cupido, Paulene-Festerê, Paty-Flashpower, Mala-Sem-Alça, Sonho-Azul-de-Consumo, Tetê-Mais-Loira-Do-Que-Nunca, Michele-Em-Miniatura, Euzinha-Mais-Escondida-Do-Que-Nunca, Renata-Japa-Girl, Rival-Ala-Santo-André.


Green Fairy, 03:11 - Beba Aqui



Quarta-feira, Setembro 01, 2004

Vida louca, vida!


Currículos espalhados, ansiedade em alta e emprego que é bom, NADA. Isso que dá ser impulsiva e jogar as oportunidades pela janela, antes mesmo de se estabilizar em algo. Estou em uma fase que aceito até encarnar a escrava Isaura, participando do trabalho escravo. Sirvo cafezinho, limpo banheiro, só não quero continuar desempregada. Minha vida, anda mais agitada que as Rave´s da vida. Parece até que disparou a 3º guerra mundial. Novidades que não acabam mais, e a cada dia que se passa, sou atingida pelo míssil da surpresa.

Surpresas boas ou ruins? Sabe que até agora, não tive tempo de parar para pensar nisso? Para mim, está tudo neutro e para que algo seja considerado bom ou ruim, tudo depende de um bom emprego. Estou apelando para tudo que é lado e enquanto continuo essa incansável maratona, não me desvencilho nem um milímetro das noites paulistanas. Acredita, que eu, mera mortal, tenho a audácia de arrastar amigos responsáveis e extremamente trabalhadores, para uma balada em plena segunda-feira? Sim, sim. Noite árabe para os mais íntimos. Com direito a Nárguille, dança do ventre e convidados altamente especiais. O resultado disso tudo, é óbvio que foi para os outros, uma noite mal dormida com uma ressaca de prêmio de consolação. Para mim, é óbvio que o resultado foi diferente. Acordando após às onze horas da madrugada e um dia inteiro, tomando sol, cerveja, sauna e piscina. Eu literalmente não podia querer outra coisa.

Outro fato inesquecível, foi a tentativa de resgate a Ryan. Eu, com minhas idéias malucas, dei uma sessão de secador no coitado. Após uma hora, secando toda água que o infeliz engoliu após o acontecimento inédito de seu afogamento, não é que ele deu sinal de vida? Agenda funcionando, aparelho ligando, porquê não habilitá-lo novamente? E lá vai eu, feliz e saltitante até a loja Vivo, para resgatar o morto. E quem disse que o ser faz ligação? O que me resta é o seguro de vida que ele deixou antes de partir. (rs)

No mais, continuo com a "eficiência" da Internet discada, sinceramente, antes de me conectar, penso mil vezes, se isso realmente é necessário. Quer saber? Estou pensando seriamente em me desvencilhar dessa vida blogueira. Não tenho mais a mesma paciência de antes e tampouco o mesmo tesão. A verdade é, já enterrei todo o meu passado, por que continuar com algo que me lembra ele?


Green Fairy, 12:43 - Beba Aqui



Foi ele que fez!