A Fada:

Moderadora: Green Fairy
Profissão: Degustadora
Idade: 20 Anos
Cidade: São Paulo/SP
Signo: Câncer
Comida: Que mata a fome
Bebida: Absinto


Bebem Comigo:

A Gota d'agua
As leis de Murphy
Agora já foi...
Bebediabo
Blog que ninguém lê
Companhia das palavras
Deixa eu brincar de ser feliz
Dona Baratinha
Felicity Craft
FeYao
Finding Myself
Kall
Lixo e Philosophia
Mule PréBalzaca
Nada sem nada
O Mundo do Pepperman
Paulo Bonfá
Por Acaso
Px Web Blog
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Supérfluo & Indispensável
Tem Di Tudo Aki
The Virgin Suicides
Vida Viva
Violet Witch
W. Moscolini


Drinks Bebidos:



Meu humor atual - i*Eu



Domingo, Agosto 29, 2004

Por mais doloroso que seja, às vezes temos que tomar algumas decisões em nossas vidas. Não é nada fácil se desvencilhar do passado, mas viver em função dele também se torna um verdadeiro martírio. Dói sair da rotina e de um dia para o outro iniciar uma vida nova, mas o importante é que não perdi os meus sonhos e confesso que agora tenho mais chances de concretizá-los.

Sempre fui romântica e vivi por muitos anos, buscando o grande amor da minha vida. Mas hoje não quero mais pensar nisso. Não porque me causa dor, tampouco por acreditar que não tenho vocação para coisa, mas sim porque outras prioridades vieram à tona. E como diz o Engenheiros do Havaí: "Foi cruel, mas foi melhor assim, sei que dói quando chega o fim. Dores que ninguém nunca sentiu é o sentimento mais comum, já vi o fim do mundo algumas vezes e na manhã seguinte tava tudo bem melhor." Claro que na hora nos sensibilizamos, achamos que o mundo acabou, dói, machuca, ainda mais quando se liga o rádio e as letras das músicas, parecem serem escritas para aquele momento seu.

Engraçado como o mundo dá voltas e que às vezes, a pior burrada que você já fez em sua vida, torna-se a atitude mais sensata. Ou mesmo quando você pensa que fez o melhor e depois descobre que fez tudo errado. Sou impulsiva e não nego e quando pedi demissão para assumir os negócios da família, mesmo sabendo que eu não gostava do ramo, achei que era o melhor a ser feito. Hoje não, acabo de refazer o meu currículo e já estou com outros planos na cabeça. Pretendo sim ficar em São Paulo, me sustentar, tornar-me independente e ser muito feliz.

Não quero depender de família, passou da hora de usar um pouco da minha teoria e praticá-las. Se a responsabilidade me veio mais cedo, pra que fugir dela? Não tenho medo de trabalhar, sempre fui muito admirada por meus superiores e agora que eu realmente preciso de um emprego, continuarei com o mesmo pensamento. Dou meu sangue, trabalho dia e noite, se preciso, abstraio os fins-de-semana, caso precise de um extra, faço bico daqui e dali, mas tenho certeza que vencerei.

Já bati o pé, minha família disse-me que não vai me impedir de nada, mas que se eu realmente ficar, é por minha conta e risco. Não ligo. Passo fome, se preciso, mas oportunidade alguma me fará crescer tanto como essa. Aprender a pagar todas as contas, ter que deixar de tomar uma cerveja no fim-de-semana para comprar mistura. É isso que eu quero e está decidido.

Mas deixa isso pra lá, falaremos das boas coisas da vida e do quão gostoso é eventualmente, dar descarga na responsabilidade e se entregar para a futilidade. E foi assim nesta semana. Se fiquei uma noite sequer, amuada em um canto, estarei mentindo. Isso porque amigos são as melhores coisas que possuímos e esses sim não podem me ver cabisbaixa. Segunda Bazzi, terça Monte Cristo, quarta Heaven, quinta Ébano, sexta Happy News, ontem E-muzik e para finalizar, estou partindo para um churrasco com grandes possibilidades de engatar uma outra balada, pois descansar, eu só quero quando eu me aposentar.


Green Fairy, 17:24 - Beba Aqui



Quarta-feira, Agosto 25, 2004

E a mesma música que já esteve presente em nossos melhores momentos, é a primeira a ser tocada hoje ao ligar o rádio.

Engenheiros do Havai - Piano Bar
O que você me pede eu não posso fazer
Assim você me perde, eu perco você
Como um barco perde o rumo
Como uma árvore no outono perde a cor


O que você não pode eu não vou te pedir
O que você não quer...eu não quero insistir
Diga a verdade, doa a quem doer
Doe sangue e me dê seu telefone


Todos os dias eu venho ao mesmo lugar
Às vezes fica longe, difícil de encontrar
Mas, quando o neon é bom
Toda noite é noite de luar

No táxi que me trouxe até aqui
Júlio Iglesias me dava razão
No clip, Paul Simon 'taca de preto
Mas, na verdade, não era não
Na verdade
Nada é uma palavra esperando tradução


Toda vez que falta luz
Toda vez que algo nos falta
Alguém que parte e não volta
O invisível nos salta aos olhos
Um salto no escuro da piscina
O fogo ilumina muito
Por muito pouco tempo
Em muito pouco tempo o fogo apaga tudo
Tudo um dia vira luz

Toda vez que falta luz
O invisível nos salta aos olhos
Ontem à noite eu conheci uma guria
Já era tarde, era quase dia
Era o princípio
Num precipício era o meu corpo que caia

Ontem a noite, a noite tava fria
Tudo queimava, nada aquecia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão


Ontem à noite eu conheci uma guria
Que eu já conhecia de outros carnavais
Com outras fantasias

Ela apareceu, parecia tão sozinha
parecia que era minha aquela solidão
No início era um precipício
(um corpo que caía)
Depois virou um vício
foi tão difícil acordar no outro dia


Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão
Parecia que era minha


Green Fairy, 13:14 - Beba Aqui



Quinta-feira, Agosto 19, 2004

Murphy contra-ataca


Após a tão temida sexta-feira 13, meus dias se transformaram em um verdadeiro caos. Como diria o meu inseparável amigo Murphy: "Quando tudo está dando errado, pode ter certeza que irá piorar". E sim, piorou de forma esplendida e as chances de consertar o que estava errado, tornou o resultado mais errado ainda. Sim, sim, a sexta-feira 13 foi literalmente 13, com todo o possível e impossível azar enrustido, fazendo com que todos os meus planos voassem pelos ares não sei de onde.

Estou passada, tudo que tinha para dar errado, deu. E o que não tinha, também. Deixei de buscar o meu alguém no aeroporto e ele partiu para Cuiabá, sem previsão de volta. Fiquei sem poder viajar para Guaratinguetá por ser uma indigente, sem meus documentos. E ainda por cima, estou fora de comunicação por tempo indeterminado. Meu celular, que morreu afogado na semana passada, continua em desuso. A telefônica ainda não ligou meu telefone residencial e a Internet que é bom, só aqui no Mc Donalds, após a compra de um lanchinho.

Um assalto, com direito a revolver, dois rapazes engravatados e de boa aparência, dinheiro, jóias, carro regado de roupas de clientes e outros pertences que não vem ao caso, como se não bastasse tudo isso, também veio o medo de morrer e o trauma que não quer ir embora. Fico indignada com essa falta de segurança, a gente trabalha, constrói e conquista alguns bens, para vir um filho-da-puta e levar tudo assim, de mão beijada.

Claro que a "perfeição" da política em nosso país, é a principal culpada dessa palhaçada em que vivemos. Pessoas despreparadas, faltas de policiamento e muita desonestidade. Não há pré-seleção para um candidato. Hoje mesmo, assistindo a propaganda eleitoral, vi a tamanha falta de semancol de alguns partidos, Zé do caixão, Bispa não sei de onde e outros inúmeros desqualificados elegendo-se para um cargo que eles mal sabem o que significa. Mas acho que isso também se diz respeito à boa educação. Nenhuma criatura de boa índole e boa base é capaz de cometer tamanha barbaridade. Talvez, se o desemprego não tivesse tão aparente e nossos salários não fossem tão medíocres como hoje, nada disso estaria acontecendo. Costumo dizer que estamos sobrevivendo e não vivendo, pois quem vive é livre e hoje em dia, a liberdade nos amedronta. Saímos pelas ruas, olhando para os lados, não temos sossego para nada e tampouco podemos olhar o quanto o dia está lindo, sem o medo de ser assaltado, estuprado ou seqüestrado.

O pior de tudo é chegar na delegacia e ser tratada como uma marginal pelos delegados. Eles, caçoando da nossa cara, nos dando um belo chá de cadeira para atender aquela socialite que acabou de chegar com o advogado. Ter que se manter calada diante a justiça, para preservar a própria vida ou evitar ser presa por desacato à autoridade. Justiça? Eu disse justiça? Isso não existe há muito tempo. Talvez nunca existiu. Pode até ser que exista para os mais ricos, mas para nós da classe média, a gente só tem direito de pagar taxas e mais taxas e depois ainda ser assaltado. Os clientes não entendem e muito menos se sensibilizam com o ocorrido, querem as roupas e eu preciso pagar por um erro, que não foi meu, para evitar futuros problemas.

E é isso que me leva a pensar na possibilidade de ir para o interior. Sei que lá, a vida não é nada fácil, mas pelo menos temos um pouco da segurança que nos falta aqui na cidade grande. São Paulo não tem mais conserto e essa cidade ainda vai se acabar por assaltos.


Green Fairy, 22:18 - Beba Aqui



Sexta-feira, Agosto 13, 2004

São tantas as mudanças que andam acontecendo, que passei a acompanhá-las, colocando em prática tudo o que já estava programado em teorias. Cansei de ilusões e isso é fato. Jogando fora todas aquelas quinquilharias e baboseiras que se instalaram em meu guarda-roupa, penso e reflito sobre o futuro. A mudança não é apenas de casa, de trabalho, de rotina e nem de guarda-roupa. A mudança é drástica, real e dolorosa.

Quero mudar meus caminhos, minhas perspectivas e principalmente me desvencilhar de casos antigos que já me trouxeram tanta dor e sofrimento. Quero tudo novinho em folha. Não sei porquê diabos, insisto em me apegar em coisas que não me fazem bem e tampouco me permitem andar pra frente.

É assim, sempre foi, mas nem pra sempre será. Quero abstrair de mim, todos aqueles sentimentos, que me fazem mal. Quero cultivar apenas boas amizades e ótimos relacionamentos. De que adianta insistir em alguém que você tem a sã-consciência que não dará certo? Pois é. Já conquistei e já fui conquistada. Já amei e já fui amada. Já conquistei e não fui conquistada. Já amei e não fui correspondida. Já tive todos os possíveis e impossíveis casos de amor. Já cultivei relacionamentos, onde eu tinha a total convicção que nunca me apaixonaria, como também me mantive por muitos meses, em um relacionamento onde só eu amava, só eu procurava e somente eu sentia.

Sim, estou falando dos ¿Olhos verdes¿. Não brigamos, muito pelo contrário, tivemos uma noite inesquecível. Uma noite, capaz de aflorar todo e qualquer sentimento já existente. Cada beijo era um choque, cada abraço a vontade de estar junto e cada palavra, a vontade de dizer que eu o amo. Amo, com todas as minhas forças e promessas. Amo o jeito que ele me conhece, amo cada pedacinho do seu corpo, entrelaçado no meu. Amo o seu abraço apertado e seus beijos molhados.

Sofri muito, a sua ausência e quando o tive novamente em meus braços, decidi não me entregar por completo. Consegui ser meio termo neste último ano, curtia uma noite e no dia seguinte, amanhecia com a certeza de que não me importava com a sua ausência. Mas agora não dá mais. Ou é oito ou é oitenta. Ou ele me leva a sério, se é que realmente me ama, ou eu dou um basta nesses encontros casuais.

Não tomei essa decisão à toa. Fazia tempo que eu não chorava, não por este motivo. Mas hoje chorei, sofri e desabafei. Meus pais acompanharam toda a nossa trajetória e sempre torceram por um final feliz. É engraçado quando, como ontem, chego tarde da noite e encontro Mainha, sentadinha no sofá para ouvir tudo o que aconteceu. E hoje, Painho me abraçando com todo o carinho e dizendo com todo o seu ar conservador para que eu lute pelo que eu quero e crie forças para cobrar uma decisão sensata.

E sim, eu vou cobrar. Vou cobrar, porque antes de amá-lo, eu amo a mim mesma. E definitivamente eu não estou disposta a sofrer. Eu quero uma decisão sincera e de uma vez por todas colocar um fim ou um começo em tudo isso. Já até sei, o que vai me acontecer, mas mesmo que eu sofra por uma semana consecutiva, sempre há uma luz no fim do túnel e se ele não for o homem da minha vida, certamente a vida se incumbirá de me mostrar quem me mereça.

Sei que errei muito nessa relação (principalmente no inicio), fiz jogo, fui muito infantil, egoísta, impulsiva e talvez o que eu esteja passando, seja o fruto de tudo que eu plantei. Em todo este tempo, escondi a verdade, não de mim, mas dele. Nunca me abri um milímetro, nunca deixei claro que queria partilhar minha vida com ele, que queria saber mais da vida dele, que queria dizer eu te amo, com a certeza que não era ilusão, que queria demonstrar segurança, que queria ser apenas dele. Nunca, nunca. E no fim de tudo, não, eu não o fiz de palhaço, mas sim fiz a mim mesma.


Green Fairy, 01:55 - Beba Aqui



Segunda-feira, Agosto 09, 2004

E todo mundo espera alguma coisa, de um sábado à noite!


Eu: Mainha, cadê meu casaco preto?
Mainha: Acabei de lavar!
Eu: O quê? Por acaso você cheirou cola e jogou a tampa fora?
Mainha: Por quê filhinha? Sua blusa, já estava andando sozinha, em direção ao tanque.
Eu: Vamos resgatar o Ryannnnnnnnnnnnnnnnn.

Eu nunca pensei que sofreria tanto, com a ausência de Ryan em minha vida. A partir de hoje decreto luto. Ryan morreu afogado na última semana e se você está aí, sentado na frente da tela do seu computador, com aquela cara de paisagem e não está entendo lhúfas do que estou dizendo, vou lhe explicar. Mainha, teve a proeza de lavar minha blusa, só que se esqueceu de verificar os bolsos, onde eu havia colocado o meu aparelho celular. E agora, companheiro? Agora que o visor do coitado, está com litros e mais litros de água, ele não liga, não fala, não ouve e simplesmente não dá mais sinal de vida. Sim, sim, já chamei o socorro, só espero que este socorro, não seja intimo do Francisco. Agora que expulsei o intruso da minha conta corrente, não quero vê-lo nem pintado de ouro.

Por outro lado, tenho que confessar que o final de semana foi ótimo. Embora nada tenha saído como o planejado, ele não deixou de ser ótimo e tampouco surpreendente. Eu estava com a terrível missão de ser Babá por tempo indeterminado dos meus priminhos, já havia até me conformado com tamanha responsabilidade, só não contava que a sorte iria bater em minha porta, nos últimos minutos do segundo tempo. Não posso reclamar de Brother Fairy, sei que detesto atender, os seus pedidos, mas antes isso, do que passar uma temporada longe de casa, diante de tantas coisas que estão por acontecer.

Livrei-me linda de tal tarefa e programei passar o resto do sábado enfurnada em meus relatos. O problema é que não adianta tomar essa decisão, pois sempre me aparece alguém me fazendo mudar de idéia. E assim, lá vai eu e minhas idéias malucas, saindo de casa em plena madrugada, procurando algum boteco para me embebedar em companhia de alguém. Alguém que mesmo sendo irmão de um grande amigo meu, nunca soube de sua existência. Alguém que me surpreendeu, foi meu amigo e acabou por ser considerado o Alguém, que tanto falei. Claro que ainda não sei se ele será ALGUÉM, ou simplesmente Alguém. Isso porque, apenas Cuiabá o separa de Sampa, assim como ele se separa de mim. Pois é, ou acham mesmo que eu deixaria alguém assim, escapar tão fácil? Não, não, posso ser burra nas horas vagas, mas não sou nenhuma idiota.

Confesso que me despedi, não querendo me desprender dos seus braços, que nunca beijei alguém que me despertasse tantas sensações diferentes ao mesmo tempo, mas por fim, embora a noite tenha sido ótima, volto a colocar os pés no chão e a pensar que não posso me apaixonar. Espero que não seja tarde para dizer que não te quero, mas o nosso reencontro está marcado. E enquanto conto o dia e conto as horas para buscá-lo no aeroporto, na próxima sexta-feira, continuo na luta de encontros e desencontros.


Green Fairy, 23:18 - Beba Aqui



Sábado, Agosto 07, 2004

Eu quero alguém assim


E quem disse que eu não sou patriota? Eu faço jus ao meu país e por isso tenho a honra de informar que mais uma vez participo para o empenho do meu Brasil. Pela segunda vez no ano, faço parte das estatísticas do índice de desemprego e se pensam que isso é dificil é que ninguém perdeu um emprego ótimo e acabou sendo encontrado por outro que pagava a metade do que você ganhava, fazia você trabalhar o triplo e o mantinha em uma senzala, ministrada por um chefe tão mala. Sim, sim. Pedi demissão e não guardo nenhum remorso, quanto a isso. Nestes quase dois meses de lerê lerê, tive a audácia de despejar o Francisco da minha conta corrente, trocar o Fada-Móvel por um FairyMobile novinho em folha e ainda descolar um extra para voltar à vida que pedi a Deus.

É claro que eu não poderia abandonar o meu árduo projeto de abstrair algo de útil da programação da televisão e retomado todos estes projetos, venho anunciar que estou fugindo de trabalho por tempo indeterminado. Lembram-se, quando eu citei que novas mudanças estariam por vir? Pois é, isso é só o inicio de tudo o que vem pela frente, mas como não sou besta de melar meus planos, continuo na retaguarda até segunda ordem. Por enquanto: morram de curiosidade!

E a vida vai bem, obrigado, com alguns contratempos, mas nada que o meu jogo de cintura, acompanhado com a minha tremenda "cara de pau", não drible de letra. Confesso que ando sentindo falta de um homem em minha vida, não estou falando de amor, namorado e nem de nada muito intenso, mas falta de alguém interessante, com conteúdo e que não me falhe os compromissos.

Alguém que me faça o estômago dar piruetas como os Olhos Verdes faz, que não seja tão grudento e apaixonado quanto o Filósofo e nem tão esporádico quanto ao Cebolinha. Mas alguém assim, que se preocupe comigo como o "22", quando me liga apenas para saber noticias e não apenas quando está afim de uma noite e nada mais. Sabe aquele alguém que te pega de surpresa como o meu amigo "Azar", apenas para tomar uma birita dizendo das saudades que você traz? Sim, eu quero alguém assim. Alguém que eu possa ligar a hora que eu bem entender apenas para dizer o quanto estou triste com o final da última novela. Um amigo acima de tudo, que supra minhas carências quando necessário e que não me sufoque quando preciso estar só. Alguém que aceite ser meu amigo quando preciso confessar, que me aconselhe quando ajo errado e que me guie para um lugar melhor.

Não, não quero que me tire nada, mas sim, que me acrescente muito. Confesso que os Olhos Verdes estava chegando bem perto disso, mas hoje não me mostrou o seu melhor. Já estou cansada desse lenga lenga de indecisão, dessa falta de atitude e desse medo de relação. Que mal há em demonstrar que temos coração? Não espero nada sério, só queria um pouco mais de atenção. Os valores mudaram, as relações mudaram e sem dúvida nenhuma, os homens mudaram. Sinto que as pessoas não são mais tão sinceras e abertas. Camuflam o que sentem, interpretam, não acreditam em si mesma e querem agradar para não errar ou não perder o outro. E é exatamente aí que pecam. As pessoas entram em uma relação se protegendo, pensando se deve ou não ligar. Será que é dificil entender que esse detalhe não faz diferença? Por que não passam a serem parceiros, ao invés de ficar computando quem fez mais ou quem fez menos? Se durar um mês, durou. Pelo menos houve autenticidade e entrega e é isso que sinto falta nele. Poderíamos viver algo muito melhor, mais verdadeiro e instigante, mas não, ele continua com este medo idiota de perder a sua fama de "impenetrável".

Resumindo: a única possibilidade de encontrar "Alguém" é colocando todas estas criaturas em um liqüidificador e aguadar os resultados. Tá aí, mais um projeto a se pensar.


Green Fairy, 02:59 - Beba Aqui



Domingo, Agosto 01, 2004

Inconstante, eu?


Ela: O que está fazendo?
Eu: Mandando um e-mail para o meu amore.
Ela: E quem é seu amore?
Eu: Como quem? Os olhos Verdes, oras...
Ela: Sei lá... Você é tão inconstante.
Eu: Como assim, Bial?
Ela: Você diz que ama, daqui a pouco diz que não ama mais. Começou a ficar com o Filósofo, disse que estava apaixonada e agora diz que está de saco cheio. Eu definitivamente não entendo você. Mas você voltou a amar os Olhos Verdes?
Eu: Não. Quer dizer, não sei! Amar? Talvez! Não sei, muito parodoxal...
Ela: Ta vendo?
Eu: Vendo o quê?
Ela: Você é inconstante.

Talvez este projeto de escrever um livro, não foi a minha melhor escolha. Para me inspirar eu preciso de uma base e essa minha base é os Olhos Verdes com uma intensidade bem maior de ambos os personagens. Eu me dei ao luxo de fantasiar a nossa história, de imaginar como seria se o amor realmente existisse... Só espero que esse livro, não me faça desenterrar o amor que eu já senti por ele. Digo isso porque, escrevendo começo a pensar em tantas coisas que venho a me perguntar: "será que eu ainda o amo?" Algumas vezes, tenho a convicção que sim, mas na maioria das vezes acho que estou bem longe disso. Rezo para que isso não aconteça, porque se esse sentimento voltar, a gente vai ter que parar de ficar. Não estou mais a fim de sofrer e aí volto naquilo que já disse anteriormente: se for para eu não ser importante na vida de alguém, prefiro não ser nada.

Mas o que o livro tem a ver com isso? Na verdade, acho que nada, mesmo antes de começá-lo, já me questionei sobre a mesma pergunta inúmeras vezes, principalmente nos períodos de TPM. Será que tudo isso é sintoma do medo de amar? Creio que não. Tenho trabalhado bem esse sentimento dentro de mim. Por que as pessoas, têm esse terrível medo de amar? Por que eu vou ter medo? Eu amo meus amigos , eu amo minha família, eu já amei até animais do fundo do meu coração, de passar o dia inteiro derrubando lágrimas pela perda deles. Só o amor fortalece e nos engrandece. Eu amo e vou continuar amando enquanto eu estiver viva. Se caso eu vier a perdê-las, o que é perfeitamente natural, eu tenho que lidar com isso sem me tornar uma pessoa triste e amarga, com o medo de viver. O medo nos fecha muitas portas e é por isso que digo que não tenho medo de amar. O amor sempre foi o meu principal alicerce, sempre me apoiei nele para não desistir de lutar pela minha felicidade.

Não, eu não tenho medo de amar, mas acho que essas incertezas se procede da vontade de amar, daí a gente vai lá e ama qualquer coisa, só para preencher o vazio. *Rs

Outra pergunta que me leva a pensar: "Mas se eu, não o amo, por que insisto em continuar com ele?" Boa pergunta. Às vezes, quase sempre, me pergunto por que resolvo ficar ao lado de um homem que, definitivamente, não vale lhufas? Cheguei a terrível conclusão que isso é muito pior do que eu imaginava. Antes eu pensava que era por carência, por falta da atitude certa (a atitude certa seria mandá-lo às favas) ou porque me acostumei com o desgraçado. A verdade é: Acho que adoroo esse tipo de homem. Por que? Sei lá! Deve dar tesão!

Tanto disse, nada disse. Em um ponto concordo com o "22" quando ele me dizia que eu penso tanto, reflito tanto, que no fim eu não chego em conclusão nenhuma. Verdade. Vou seguir o conselho dele e parar de tentar achar explicações para tudo. Talvez por eu ser tão transparente em relação aos meus sentimentos, eu fico querendo abrir os sentimentos que nem eu ainda tenho certeza de que existem. Enfim, sou incostante e ponto final.


Green Fairy, 23:57 - Beba Aqui



Foi ele que fez!