Quarta-feira, Junho 30, 2004
Lerê, Lerê
Já tinha me desacostumado com essa vida de Lerê lerê. Acordar de madrugada, sair atrasada, com as remelas penduradas nos olhos, as olheiras te incriminando e trabalhar duro, sem direito nem de ir ao banheiro. O bom é que não vejo a hora passar e às duas horas a mais de expediente, passam rapidamente. Melhor ainda é ter a consciência que desta vez me livrarei do tal Francisco da minha conta corrente e não mais ficarei gastando neurônios para descobrir da onde retirar mais dinheiro para as dividas.
Bom por um lado, ruim pelo outro. Acabou sessão da tarde e a brincadeira de abstrair algo de útil da televisão, deu-se por encerrada. Conversas pelo MSN nas horas vagas, que são bem poucos, pois Chefilde pega pesado e tem mania de me entupir de afazeres, não dando tempo nem para eu respirar. Os almoços solitários passam a ser cada vez mais bizarro, primeiro porquê volta e meia cruzo com alguém do escritório sem poder me envolver e segundo porquê cenas hilárias acontecem.
Quando a gente menos espera, acontece. E como, quem é vivo sempre aparece, tive uma ótima surpresa no dia de hoje. Ele ressurgiu da mesma forma de sempre, me deixando de queixo caído, com o estômago dando piruetas e com o coração saltando pela boca. Sim, sim. Ele voltou, lindo, leve e solto, com seu vocabulário mais afinado do que nunca, mais uma vez me fazendo soltar coraçõezinhos de tanta felicidade.
Green Fairy, 00:08 - Beba Aqui
Sexta-feira, Junho 25, 2004
Nádegas à declarar!
Uma vez a cada mês, reservo um fim-de-semana para me render ao come quieto dos mineiros do meu Brasil Baronio e partir para estrada. Sim, sim, minha família é uma mistura de raças e sotaques muito engraçada. Painho, possuí descendência italiana, nascido em Minas e criado na roça até a adolescência. Mainha é descendente de japonês, nascida em Catanduva e criada na grande metrópole. Os dois se conheceram quando tinham a minha idade. Painho, chefe de Mainha no banco onde trabalhavam, tratou de encarnar na coitada de minha mãe, que por sua vez, não resistiu ao par de olhos verdes (está explicado o porquê insisto tanto em olhos verdes).
O engraçado disso tudo é que Mainha nunca teve atração por Painho, mas devido à insistência de um casal, amigo de ambos, aceitou o convite e foi ao cinema com ele. Chegando lá, Painho fez o quê fez e não sei se por macumba, oração ou dedicação, ele não só lhe roubou um beijo, como seu coração e ainda a levou para o altar. Hoje após 26 anos, eles continuam casados, brigando nas horas vagas e se amando na maioria que resta. O legal de conviver com essas duas criaturas é que assisto diariamente peças de comédia gratuitamente. Tanto disse e nada disse. Mas, onde eu queria chegar, mesmo?
Ah, sim. Só porque deixei de acompanhá-los nos últimos meses para o nosso retiro espiritual familiar, não é que os dois se acostumaram? Ficou decidido que este, seria o fim-de-semana D. E quando informei a todos que eu iria, a surpresa:
Painho: O quê você vai cheirar em Minas?
Eu: Vou acompanhar vocês.
Mainha: Ah, mas no carro do seu pai, só cabem dois.
Eu: Vamos com o meu.
Painho: Bobagem filhinha, fica aqui, você não tem suas coisas pra fazer? Não vai sair com seus amigos?
Eu: É impressão minha, ou vocês estão me repudiando? Agora que eu vou e ponto final. Vocês já tiveram muita lua-de-mel, chega dessa palhaçada que eu fico enciumada. Serei à vela e ponto final.
Mainha: Filhos, para quê tê-los?
Pais, por que não tê-los? Estou com saudades do colinho de mainha, do cafuné de Painho e das gargalhadas gostosas que ambos me fazem disparar. Também preciso de descanso, de ouvir o som dos pássaros, de ficar de bobeira na rede vendo aquele céu estrelado enquanto sonho com aquele príncipe encantado que literalmente não existe e sem contar das cachaças de alambique, dos passeios a cavalo, do Tio Amendoim (um dia, conto-lhes a estória deste apelido), de jogar futebol, pular bêbada na piscina com aquele frio do interior, das noites de churrasco, dos amigos que falam uai, da tranqüilidade da cidade, do local que costumo ler meus livros. Enfim, não é por nada que a cidade chama-se São Sebastião do Paraíso. E sim, este será o meu destino.
O emprego vai bem obrigado, Chefilde anda me consumindo horrores, acho até que ele se esqueceu que eu não sou a Escrava Isaura e apesar de ter conseguido o direito de instalar meu MSN para conversar com meus amigos, ter acesso livre a Internet e telefone, juro que não sobra um minuto sequer, para morcegar. Mas claro que sempre arranjamos um jeitinho brasileiro para tudo neste mundo e o meu para esta sexta-feira, foi atarefar Chefilde, fazendo o coitado até deixar de almoçar, para que eu pudesse ficar alguns minutos, de pernas para o ar, falando bobagens com os amigos e rindo como uma anta para a tela do computador.
Sim, eu sou chique, Benhê. Tenho uma sala minha, onde só estão hospedados, eu, meu computador, meu telefone e o Tico e Teco. O engraçado é que a empresa tem como regra principal, tornar cada funcionário, um Anti-Social. Acreditam que é proibido até almoçar com alguém da empresa? Radicalismos à parte, seguiremos todas as regras, desde que Chefilde aprove o orçamento mais cara-de-pau que fiz. Por livre e espontânea vontade, orcei memória para o super "Lentium 2" que tenho e o entreguei alegando que não dá para trabalhar com um computador assim. Ele riu, me pediu para que marcasse a visita técnica, para depois me dar à resposta. Só eu mesmo. Com uma semana de empresa, botando as asas de fora e lutando pelos meus direitos. Chefilde acha graça de tudo, fica o dia todo a rir de mim, acho que além de Escrava Isaura, ele deve pensar que tenho cara de palhaça.
Green Fairy, 23:24 - Beba Aqui
Terça-feira, Junho 22, 2004
"22"
Parece que o dia de hoje veio para marcar na história. No ano passado, um amor. Sim, sim. Quem é que não se lembra do meu eterno "22"? Após conhecê-lo pessoalmente, passamos a nos falar quase que diariamente via-embratel e interneticamente. Foi um mês de juras, sonhos, ilusões e muita espera. Eu contava o dia e as horas para o tão sonhado 22/06 chegasse e em meio a zilhões de pessoas ele chegou. A química rolou e o lance engrenou.
Um ano depois e o quê aconteceu? Pois é, isso acontece até mesmo com as melhores cozinheiras. Não sei ao certo se foi o leite que talhou ou se o recheio que azedou, só sei que o forno pifou e o prato principal que estava pronto para o banquete, estragou. Sim, temos um ano de história, um ano de beijos, um ano de abraços, um ano de palavras, um ano de brigas e um ano de tudo ao lado do nada. Acredito que exatamente a falta de compromisso, fez o lance desandar e hoje sobrou carinho, respeito, quase tudo aquilo que eu tinha há um ano atrás, (relatado no post do dia 03/07) com a diferença que foi infinito, mas agora acabou.
E justamente por há um ano atrás, este dia ter sido o mais importante e feliz do meu ano inteiro, me dei conta que Deus está me presenteando mais uma vez e desta vez no lado profissional, coisa que no momento, estou dando mais importância. E sim, sabe aquele emprego que quando você entra e já sabe onde é que você vai sentar? Que você gosta de todos de cara, que tem um Chefe que apesar da diferença do anterior, faz o santo bater na hora, que apesar do salário não ser o que você sempre sonhou, mas que ao mesmo tempo você se sente bem na função e sim, meu Novo Chefilde é gringo, super exigente, mas é o máximo.
Agora é dar a cara a tapas, suar a camisa, partir para o Lerê lerê e ver onde é que vou chegar. Se vai dar certo, ou não, eu não sei, mas só sei que ele lá em cima, sabe o que faz e assim como eu disse, há um ano atrás, volto a repetir: Que seja infinito enquanto dure! E sim, já estou ansiosa pelo que a vida me reserva para o próximo "22".
Green Fairy, 22:37 - Beba Aqui
Sábado, Junho 19, 2004
Estou com problema de JUNTA
Ai, ai. Apenas duas coisas me doem neste exato momento: a cabeça e todo o resto! Sim, sim. Me lembrem, para nunca mais comparecer a uma festa organizada por Mumú Produções. Isso mesmo, meu amigo podre de chique abriu uma produtora de eventos e organiza várias festas Top de linha. A de ontem por exemplo, contou com a colaboração de algumas celebridades da Globo. Eu sou chique, Benhê! Fiquei no camarote, em companhia da galera e de algumas garrafas de Absolut e também de Whisky. Não, eu ainda não contei que antes de entrar para festa tomei um litro do velho amigo, companheiro de todas as baladas humildes: O velho amigo, Chapinha.
Claro que depois de malhar horrores, correndo trinta minutos na esteira, para me desfazer da minha pochete, que ousa incriminar os meus looks mais ousados, eu tinha que me reabastecer fazendo o tradicional "esquenta balada". E como estou lisinha da Silva Sauro, com o intruso do Francisco, praticamente enforcando minha conta corrente, sobrou para o Chapinha e a famosa Balalaika se incumbir desta façanha.
Lá pelas tantas da noite, já estava "zuzo bem" com minha pessoa, o Tico dançando Ula-ula e o Teco rindo à toa das idiotices que insistiam em sair da minha boca. Sim, me mandaram peidar mais, para não deixar eles subirem para as minhas espinhas e entrar no cérebro, fazendo surgir estas idéias de merda, mas nem comendo todo o estoque de repolho do jantar, foi possível alcançar esta peripécia.
E o jeito foi entrar na pista, saudar os amigos e cumprimentar zilhões de criaturas que eu nunca vi mais gordo. Sim, havia uns ou outros nomes conhecidos, sei porquê os rostos não me eram estranhos, me lembro de já ter visto, nas minhas incansáveis tentativas frustradas de abstrair algo de útil na televisão, mas não me peçam para citar nomes, pois uma prova viva, que sou péssima para gravar nomes, é meu amigo Haraldo. Passei seis meses chamando ele de Haroldo e quando pela milésima vez, ele veio me xingar dizendo que o nome dele era Haraldo e não Haroldo, que eu lhe disse:
Eu: Olha, sou péssima para guardar nomes, mas pelo menos não estou tão fora da realidade, é só uma vogal trocada.
Haraldo: Que faz muita diferença. Mas por que você cismou com Haroldo?
Eu: É que quando quero lhe chamar pelo nome, lembro que seu nome é igual ao personagem em quadrinhos, do Mauricio de Sousa.
Haraldo: É mesmo? Que personagem novo é esse?
Eu: Novo? Ele é mais velho que eu.O Haroldo... Aquele dinossauro... Não creio que você não sabe de quem estou falando.
Haraldo: Nem eu creio que você conseguiu confundir Horácio com Haroldo.
Absurdos à parte, a noite foi maravilhosa. Com direito a performance inédita de Tico e Teco e o mais novo apelido, batizado em: Green Fairy Bananinha. Sim, o mascote do Fada-Móvel é uma banana de pelúcia, com cerca de 30 cm, que me acompanha desde o inicio da carreira de motorista. Quase ninguém sabia deste meu segredo, mas ontem, o Carioca fez questão de botar na banca. Daí já viram, fui motivo de piada a noite inteira.
Como tudo que é muito bom, por menor que seja, sempre tem lá o seu lado ruim, hoje eu me arrependi amargamente de ter comparecido ao Festerê de ontem. Sim, sim, para quem chegou às cinco horas, trazendo o pão e o leite para o café da manhã, merecia ao menos o direito de dormir em paz. Mas isso é uma coisa que minha mãe nunca soube me proporcionar. E dada às nove horas da madrugada (Horário de Brasília), Mainha, surgiu com todo o seu humor, ouvindo e obrigando todos ouvirem a oração do Paulo Lopes. Ele de um lado saudando com sua velha frase: "Oi, gentemmm", mainha de outro, falando como matraca, contando detalhadamente todas as novidades da família, os últimos capítulos de celebridade e ainda me perguntando por onde anda aquele amor, que nem eu mais lembrava que existia. Ah, sim. Ela também queria saber quem matou Lineu Vasconcelos. Alguém sabe? É mole? Não, não é nada mole, ainda mais quando no meio dos dois ouvidos, ainda tinham Tico e Teco: Um bêbado e o outro de ressaca.
Sim, caí da cama, de mau-humor e companhia. Claro que na primeira tentativa, a cabeça insistia em continuar deitada, mas com muito esforço e inúmeros remédios, ela foi vindo em minha direção. Para completar o dia, uma das fadas tia, combinou uma ida ao centro na cidade. Sim, na verdade ela queria carona. E lá vou eu, com o Tico e o Teco batucando os meus neurônios, pegar um trânsito alucinante para chegar à casa da minha tia e ainda por cima, me deparar com o porteiro dando a infeliz noticia que ela preferiu ir a pé, porque eu atrasei dois minutos. Alguém merece uma vida dessas?
Sim, a academia acabou com os meus músculos, as biritas corroeram meus poucos neurônios que me restavam e agora está tudo entrando no processo de junta: JUNTA TUDO E JOGA FORA. Sim, vou passar esta sexta-feira em casa, papeando no MSN e tentando recuperar minha vida desta maré de Azar que anda me afogando tanto.
Green Fairy, 00:23 - Beba Aqui
Quinta-feira, Junho 17, 2004
Recordar é Viver
Uma noite fria, dinheiro para gasolina e o espírito de quem deseja aprontar. Esses são os pré-requisitos básicos para uma noite inesquecível. E independentemente do que veio a reinar, deixo claro nas entrelinhas que "Recordar é Viver". E sim, eu recordei um momento lindo e estou com a sensação sublime da mais pura satisfação. Não me importo com o depois, quero viver o momento e de superficialidade eu vou bem obrigado. Comigo o negócio é mais embaixo. Sou intensa e não nego. Sou insana e não ligo, pois o que me importa mesmo, é viver. Não empurro a vida com a barriga, vivo sempre como se fosse o último dia da minha vida. Se sou feliz? Melhor que isso, só dois disso!
Embora ultimamente, eu tenha lamentado muito a falta de um namorado, dou graças a Deus por não ter um. Eu me conheço, minha carência é passageira. E tenho que admitir, se eu tivesse que dividir minha vida ao lado de alguém, no dia de hoje, eu certamente não teria cometido esta façanha. E conseqüentemente não estaria aqui, radiante, cheia de sonhos, idéias e muitas ilusões.
É muito prazeroso poder fantasiar nossos momentos, construir nossos planos, desenvolver idéias, decidir, desistir, lutar, vencer, perder, enfim, como é bom viver! E além do mais, tudo SOZINHA. Isso mesmo, SOZINHA. Sem dever satisfações a ninguém, sem pedir aprovação de terceiros, sem agüentar bico ou cara de entojo a cada vez que você decide sair com os amigos. Enfim, essa liberdade que construí ao longo destes dois anos de solteira, não troco por nada neste mundo.
Green Fairy, 03:40 - Beba Aqui
Segunda-feira, Junho 14, 2004
Regras existem para serem quebradas
De que adianta criarmos tantas regras, se nunca ousamos em quebrá-las? Regras foram feitas para serem quebradas! Isto é fato. Seguir tudo ao pé da letra, cai na rotina e assim sucessivamente, perde a graça. Sempre fiz a linha: "amigos, amigos, rolos a parte", mas esta é mais uma, das tantas outras regras que merecem exceção.
Não, nada foi premeditado. Não planejamos e tampouco esperávamos a situação. Simplesmente entramos no clima de festa junina e deixamos nossos corpos falarem por nós. E realmente, é muito bom ser surpreendido com uma vontade que você não sabia que existia nem da parte dele e muito menos da sua.
Sim, nos rendemos a alguns beijinhos inocentes, confesso que adorei a peripécia e sim, estou aberta a repetições.
Green Fairy, 18:11 - Beba Aqui
Sexta-feira, Junho 11, 2004
Estou de Molho em Pleno Feriado
Murphy só pode estar de complô com minha família. Sim, claro que nenhuma família gosta de ver a filha enfiada em tudo quanto é buraco e Fada Mãe não fica atrás. Há meses ela vem me pedindo para parar mais em casa, principalmente nos fins-de-semana que eu não sei mais nem o que é isso. Se por bem as coisas não fluem, nada como uma semana inteira literalmente de cama para me fazer permanecer mais em casa.
Se por obra de Murphy, de Mainha ou dos anjos que dizem amém, aqui estou eu, no meu quinto dia consecutivo de abstinência aos incansáveis Festerês. Sem eufemismo nenhum, nos últimos dias, dava para fritar um ovo na minha testa. Febre alta, com direito a delírios e aqueles calafrios que arrepiam até a alma. E era um tal de tomar um banho, se entupir de Novalgina, para se enfiar debaixo daqueles quilos de cobertores, que o suadouro, apesar de não ter levado a febre, pelo menos serviu para assassinar uns quilinhos extras que adquiri no rodízio de pizzas da semana passada.
Sim, estou melhor, por bem ou por mal, a febre acabou, mas ainda estou muito debilitada, portanto terei que passar o resto do feriado, escondida debaixo das minhas cobertas. Sim, vocês hão de convir que não é uma idéia tão ruim. Acontece que amanhã é dia dos namorados e essa data nos últimos anos vem se tornando uma assombração em minha vida. E já que não tenho namorado, rolo, amigo solidário ou coisa do tipo, o melhor a fazer é ficar aqui em casa chorando as pitangas enquanto assiste pela milésima vez no Corujão, filmes do tipo: "Meu primeiro Amor".
Como a esperança é a última que morre, quem sabe algum rolo não ressurge do fundo do Baú, oferecendo um bom vinho, com um delicioso Fondue de Queijo e um sexo para aquecer, como opcional? Sim, eu também acredito em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e acabo de ver um Gnomo (Ou será Duende?) passando ao meu lado.
Green Fairy, 00:22 - Beba Aqui
Segunda-feira, Junho 07, 2004
Quando o Rio se encontra em Sampa
Desta vez, nem Murphy e muito menos a chuva, impediu que eu matasse as saudades de meu grande amigo Pedrinha. Encarnei o espírito de guia turística e me encarreguei de apresentar nos mínimos detalhes, a tão conhecida cidade da garoa. Pedrinha trouxe um amigo para lhe acompanhar nesta aventura e logo após a sua chegada, partimos para a farra.
Com a ajuda de Paty-Flashpower, nos destinamos à festa do Black-out que ocorria no Happy News. Dançamos e bebemos até o dia amanhecer, logo seguimos para nossos aposentos com a missão de descansar para agüentar o baque do fim-de-semana que estava apenas começando.
A fada preguiça, aqui, simplesmente desmaiou e os dois se propuseram a achar um local legal para saciar a fome. Pela tarde, uma passeada pelo shopping, apresentando também as principais avenidas da cidade. E após disputarmos quem comia mais em um rodízio de pizzas, decidimos partir para uma espécie de Rave que estaria rolando na Tenda Olímpia. Sim, foram 12 horas de música, 12 Djs, todas as bebidas em dose dupla. Sim, comprava uma e ganhava outra e sem contar no passaporte alcoólico que dava direito a 12 destilados por um preço tentador. A festa estava realmente alucinante e por sua vez, deu espaço há vários fatos que merecem ser ressaltados.
Considerações finais:
- Cansada com o fato de ter dançado tanto, meu esqueleto veio a doer. Decidi me sentar um pouco para massagear os meus pés, para que assim, agüentasse mais algumas horas. Nesta hora uma criatura surge, massageando meus pés em plena Balada. Sim, achava que já havia presenciado de tudo em meus festerês, mas ganhar massagem de um desconhecido em plena festa, para mim foi novidade. E não, eu não fiquei com o garoto, pois em meus pensamentos, só era possível passar a vontade de estar ao lado do meu homem dos olhos cor de abacate.
- Lá pelas tantas da noite, vinham em minha direção, dois Deuses Gregos. Não há como descrever a beleza de ambos. Só sei que à medida que meu queixo caia pelo fato de eu ter me bestificado com tanta beleza, ambos se agarravam de uma forma intensa. Beijando-se e alisando-se da forma mais pejorativa que vi ocorrer em público.
- Com a bebida tão acessível, só se via o povo colocando as tripas à vista.
- Teve uma guria que foi posta para a rua, desmaiada e carregada pelos seguranças. Sua calça estava aberta, creio que ela tenha sido levada em cana por atentado ao pudor.
- Após muitas biritas, só o quê eu ouvia, era a seguinte frase: 6 X 7 = 42. Se pagamos 35,00 pelo passaporte alcoólico, que nos dá direito a 12 whisky, saímos no lucro. E sim, eu me chamo fulano e estou no quarto 93.
O dia havia amanhecido há muitas horas, quando deixamos o recinto e após uma bela feijoada, servida por Mother Fairy, os meninos partiram de volta a cidade maravilhosa, deixando saudades e promessas de novos encontros. E sim, assim que o Francisco me permitir, parto para a Cidade maravilhosa, como forma de agradecimento a este maravilhoso fim-de-semana.
Green Fairy, 23:59 - Beba Aqui
Sexta-feira, Junho 04, 2004
Da série: As leis de Murphy agindo sobre minha pessoa
Quando tudo vai indo bem, algo vai dar errado. E tudo ia as mil maravilhas com o meu suposto amor perfeito, os olhos cor de abacate pareciam se deslumbrar com minha pessoa, mais dia, menos dia. Ele sumiu. Sem deixar pistas, telefone ou sequer um beijinho de despedida.
Quando um erro é descoberto e corrigido, depois se descobre que não estava errado. E particularmente eu não estava errada em relação aos Olhos Verdes, mas foi apenas eu me corrigir para me lascar novamente.
Nada é tão fácil quanto parece. Endurecer as carnes do corpo, consegue ser mais complicado que entender os homens. Manter-se em forma e abstrair o chocolate é pior do que parar de fumar.
Tudo leva mais tempo do que se pensa. Principalmente quando você marca de sair com um novo Affair.
Nenhum técnico a quem você pedir auxilio, verá o erro. Principalmente quando em vão, decido chamar um desses para avaliar os problemas de meu micro. Seja qual for o defeito do meu computador, ele vai desaparecer na frente de um técnico, retornando assim que ele se retirar.
Um atalho é sempre a distância mais longa entre dois pontos. Principalmente quando você tem uma entrevista para um ótimo emprego, marcada de última hora.
Se você esta se sentindo bem, não se preocupe, isso passa. Seja com o pentelho do irmão, com aquele maldito amor que insiste em fazer o coração doer, com o canalha do suposto amor de sua vida, que pintou para te enfeitiçar e sumiu também da mesma forma que apareceu ou mesmo com toda essa mesmice. Mas que tudo é passageiro, disso eu não tenho duvidas, principalmente o bem estar. Afinal, Acontecimentos infelizes sempre ocorrem em série.
E Ryan não parava de tocar:
a) se eu tenho caneta, falta o papel.
b) se tenho papel não tenho caneta.
c) se tenho ambos, ninguém liga.
Inteligência tem limite. Burrice não. Principalmente quando Mainha me presenteia com uma enorme bola de doce de leite recheada com goibada e eu pergunto:
Eu: Isso come com a boca?
Mainha: Se é para comer, você quer fazer como?
Eu: Duh! Nem eu acredito que perguntei isso.
Motivo de ainda estar solteira: Se ele está te dando mole, é feio. Se é bonito, está acompanhado. Se está sozinho, eu estou acompanhada. Caras legais são feios. Caras bonitos não são legais. Caras bonitos e legais são gays ou para piorar são BURROS. Humf!
O dia de hoje foi realmente necessário? Creio que não. O que salva esse marasmo, é que o Rio de Janeiro nunca esteve tão perto de Sampa. E diretamente da cidade maravilhosa, se a chuva deixar e Murphy não atrapalhar, matarei as saudades do meu grande amigo Pedrinha.
Green Fairy, 17:42 - Beba Aqui
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