Domingo, Maio 30, 2004
Ela continua...
Mesmo com Tico e Teco abarcados em um sono profundo, insisto em dispensar meus últimos esforços para registrar os acontecimentos marcantes. Que a família das fadas é espirituosa, não tenho dúvidas alguma. Mas nada como demonstrar um pouco do meu orgulho e afeto, retribuindo com a promessa de trocar o excelente sono matinal pós-balada, para passar o dia do aniversário de Painho, junto a ele. Sim, sim, para quem varou a noite seria um verdadeiro sacrifício manter-se acordada até o almoço, mas com a presença das criaturas que completam minha família, até gostei da brincadeira.
Para quem não sabe, iniciei um regime para queimar meus quilinhos extras que resultam da meta que tracei, dizendo que pararia de fumar. Resultado: Uma leve inchada na barriga e como aprendi na escola que água parada dá dengue, decidi não apenas entrar na academia, como também iniciar o regime. Na geladeira todas as variedades da linha light, pão integral, leite desnatado e afins. Painho por sua vez foi com a tentativa de driblar a fome, aderir ao meu regime.
Requeijão no pão integral (sim ele quase acabou com um pote para cumprir esta tarefa) e leite desnatado com achocolatado. Quando chego próxima a cozinha para lhe dar os parabéns.
Painho: Green, como você come está porcaria?
Eu: Por quê, Painho?
Painho: Parece que coloquei chocolate em um copo de água e este pão está cheirando a álcool.
Eu: Tem certeza que o senhor andou bebendo só leite.
Painho: Eu sim, mas a senhorita deve ter baforado no pão após a bebedeira de ontem.
Eu: Deixa-me ver isso... Painho, acho que o pão azedou!
No almoço, com a ilustre presença de Brother Fairy a saga continuou. E para provas que família das fadas, também é cultura. A sessão conhecimentos gerais iniciou-se:
Painho: O que é globalização?
Brother Fairy: Globalização é...
Eu: É???
Brother Fairy: É globalização, oras!
Eu: Maninho, eu não acredito que não sabe o que é globalização.
Brother Fairy: Esqueci as palavras. Mas sei o que é!
Painho: Larga de ser mentiroso, a Green sabe o que é. Você... E putz, com uma frase você explica o que é Globalização.
Eu: Maninho, me envergonhei de ser sua irmão agora. Como consegue ser tão inteligente em inúmeras coisas e tão estúpido para isso? Claro que há muitos conceitos para Globalização, mas parta sempre do principio que globalização é a unificação mundial. A Internet é um ótimo exemplo para se falar de Globalização. Com ela, diversos países são capazes de descobrir o que se passa em outros, no mesmo instante. Melhor dizendo, acho que é um conjunto de mudanças sobre os processos sociais, econômicos, políticos e culturais ("macdonaldização do mundo")
Brother Fairy: Preferia pensar na esdrúxula piada que diz que a "Globalização é uma princesa inglesa, que estava com um playboy egípcio, num
carro alemão com motor holandês, dirigido por um motorista belga, embriagado com whisky escocês, capotando num túnel francês, perseguidos por paparazzi, italianos, e que foi socorrida por um médico brasileiro, com medicamentos americanos."
Sim o almoço sucede com as futilidades do mundo.
Painho: 52 anos! Daqui a pouco a pipa encrenca.
Brother Fairy: Usa viagra. Hoje em dia, não importa a idade, o importante é morrer fazendo amor.
E a cara de realização da família quando olhou para o bolo é indescritível. Eu fazendo força para comer, dizendo que o bolo estava ótimo (além de não ter crescido, estava com a massa encruada) e Brother Fairy solta: "Não, obrigado!Deixa para janta!"
E sim. Sei que não estou nem um pouco espirituosa, mas o sono é tão avassalador que chego a pensar que fiquei desprovida de cérebro. Alguém viu a minha cama por aí?
Ps: Volto mais tarde, com história inédita Da série: Murphy agindo sobre minha pessoa. E sim. Amanhã completa-se um ano de Absinto, se não morri de sono e muito menos de cirrose, creio que ainda tenho muito pela frente. E amanhã tenho entrevista logo cedo: São longuinho, São Longuinho se eu conseguir esse emprego dou 3 pulinhos!
Green Fairy, 17:28 - Beba Aqui
Sábado, Maio 22, 2004
Da série: Os embalos de um sábado à noite!
Eu: E aí, mulher? Estou do lado da sua casa. Vamos sai para Jantar?
Paty-Flashpower: É o tempo de eu colocar a roupa.
E assim seguimos para a Galeria dos Pães para se deliciar com as famosas sopas que a casa oferece. E se alguém já presenciou duas mulheres famintas e não se assustou, é que não estavam em nossa companhia e diante de tanta coisa gostosa. Adeus regime, e que venha o fim de semana porque hoje eu quero é ser feliz. Garoa fina pelas ruas da cidade. Nada a fazer, nenhum cobertor de orelha para nos aquecer, o jeito foi ir beber.
Sim, passamos a noite de quinta-feira, largadas dentro do fada-móvel e companhia apenas daquele liquido dourado, espumoso e tão prazeroso. Como opcional, algumas criaturas que de passagem vinham conversar. Por que será, que todo homem pára e conversa, quando vê duas mulheres tomando cerveja dentro de um carro? Definitivamente eu ainda não achei explicação para isso. Mas um dia eu chego a alguma conclusão, mesmo que a mesma não seja tão feliz assim.
Ontem, largada as traças, decidi que ficaria em casa, atitude pelo qual, não se encontra em minhas atividades comuns de sexta-feira. Há tempos não via um amigo e através do MSN fui praticamente obrigada a correr para chuveiro para esperá-lo. Voltas e mais voltas e já sem saber para onde íamos, Guigo nos ligou para que o buscássemos. Três horas da manhã foi o horário que decidimos entrar em uma balada qualquer. E sim, somos VIP, com direito a camarote e pagação de patrão. Se, permanecemos uma hora no recinto, foi muito. Foi o tempo do Guigo beijar uma pilantra, para a gente cair fora. E o festerê continuou na casa de Paty, que nos esperava às cinco da manhã no 21B. Papos, risadas e no fim uma boquinha para voltarmos para nossas tocas, felizes e satisfeitos.
E sim. Estou sozinha novamente. Painho e Mainha foram para lua de mel e eu estou aqui, em companhia do meu Absinto, à espera de Tati-bitoca, vinda diretamente de S.S Paraíso, para abalar as estruturas Paulisticas de Sampa. A noite promete. Nós três, juntas? Não vai prestar...
Green Fairy, 19:38 - Beba Aqui
Quarta-feira, Maio 19, 2004
Quem bate? É o frio...
Quem disse que o frio não viria este ano? Acho que minhas asas foram levemente congeladas com o frio que sucede esta cidade. A preguiça de se desenrolar do edredom para me locomover até o computador consegue ser até pior do que encarnar a Zéfinha e lavar uma pilha de louça na água congelada que saí da torneira (quem estiver com dó, aconselho que me mande de presente, via sedex, uma torneira quente).
E o fim-de-semana não deixou a desejar. Paulene-Festerê deu o ar de sua graça aqui em São Paulo. E o resultado foi um final de semana repleto de muita farra. Com direito a festa fechada, inaugurações e muitas celebridades. A pérola da noite ficou merecidamente, para uma criatura que após horas de papo me solta a seguinte:
Eu: O que você faz da vida?
Criatura: Eu faço sucesso. Sou uma celebridade.
Eu: Dá licença que eu vou ao banheiro vomitar?
Para compensar o frio que anda fazendo, meus dias se resumiram em programas para lá de inovadores.
- Morcegar durante duas horas na fila da Galeria dos Pães, apenas para se deliciar com um Buffet de sopas que a casa oferece.
- Conhecer uma criatura na rua, descobrir que ele é um guitarrista pra lá de famoso e por fim, decidir ir tomar cerveja em uma noite que não passa dos 14º C.
- Surtar e rodar a baiana com um infeliz que insiste em fazer uma amiga sofrer.
- Convidar Super Stroubles para um almoço, quebrar o regime para fazer aquela macarronada de molho branco, passar a tarde inteira matando as saudades e morrendo de rir com nossas histórias em companhia de uma garrafa de Amarula, para mais tarde, quase se acabar de malhar na academia.
- Sentir vontade de ler um novo livro, sem saber qual ler, ir à um Sebo e voltar com nada mais nada menos que oito diferentes livros.
- Alternar os horários na academia, para então descobrir o horário que agrega os mais lindos e malhados homens.
- Levar uma amiga recém-separada, com o dobro ou mais da minha idade, para uma balada repleta de idosos e de quebra, me divertir como nunca nessa vida.
- O homem perfeito + Vinho + Queijo Cambriet + Encontro romântico = Eu acho que estou apaixonada.
Green Fairy, 13:37 - Beba Aqui
Sexta-feira, Maio 14, 2004
Da série: E vai rolar a Festa
Eu, linda, fada, verde, jogada às favas, curtindo aos montes meus poucos dias de vagabundagem ouço o telefone tocar. Pensei em deixá-lo tocando sozinho enquanto eu me divertia com o meu saudoso MSN, mas tive a infeliz atitude de atendê-lo.
Brother Fairy: Greenzinha do meu coração, como é que você está?
Eu (tentando imaginar o que ele me pediria desta vez): O que você quer?
Brother Fairy: Tenho cem páginas para digitar e como eu não me familiarizo muito com estas máquinas modernas (leia-se computador), pensei que você poderia me quebrar um galho.
Eu: Quem quebra galho é macaco, estou desempregada e preciso garantir ao menos a balada do fim-de-semana. Quanto vai me pagar?
Brother Fairy: O mesmo de sempre. Só que você tem 24 horas para me entregar o trabalho.
E assim, inicia-se a maratona. Coloquei os dedos para se exercitarem nos teclados e assim criarem músculos de tanto serem gastos nestas últimas horas. Câimbras, calos e tendinite é eufemismo para descrever o que restou dos pobres membros mortais. Desistir? Quase cheguei a esta conclusão, daí pensava no Francisco da minha conta corrente e voltava a incansável maratona digital.
Neste meio, Nikki-a-podre-de-chique entrou na dança, levou algumas folhinhas para também exercitar os dedinhos. Amigos são para essas coisas e Nikki foi à prova real disso. Valeu, amiga!
No mais, em meio a tal digitação, diretamente do 21B, onde Paty-FlashPower se instala, fomos convocadas para um festerê em um dos apartamentos vizinhos. Pensando que a tal festa não fosse estar com nada, fizemos a baldeação entre os blocos para chegar ao apartamento vizinho, apenas para conferir.
50 pessoas que mais pareciam ter saído de um desfile de moda, com roupas e maquiagens impecáveis, se contrastavam apenas com o estilo ultra-mega-fashion de Paty-Flashpower, meu look lavado, um suposto jogador de futebol uniformizado, um homem de terno (Pois gente coisa, é outra fina!) e uma criatura totalmente alternativa, com seus zilhões de piercings e afins.
Música, iluminação, cachaça e muita breja. Rolava até um Whisky para os mais íntimos. O apartamento mais parecia uma danceteria e até agora me pergunto como é que os vizinhos e afins não reclamaram do acaso. (vai ver, todos estavam na festa).
Detalhe básico para toda esta peripécia, é que eu e Paty não conhecíamos ninguém além de nós mesmas. Fomos convidadas, provavelmente por engano, entramos de penetras e saímos como celebridades de tantos amigos que lá fizemos.
E se pensam que acabou, a maratona continua... Direto de S.SParaíso, surge Paulene-Festerê, mais conhecida como a irmã de Paty para unir-se conosco para mais um dos nossos inesquecíveis festerê.
Obs. Meninas, preparem o esquenta que eu estou chegando com o Absinto para seguirmos para a balada.
Green Fairy, 20:51 - Beba Aqui
Quinta-feira, Maio 13, 2004
Da série: Em tempos de desemprego, meu MSN me distraí
Super Stroubles: O que está fazendo de bom?
Eu: Nothing!
Super Stroubles: E isso é bom?
Eu: Vá te catar... Vai dizer que logo você, nunca ficou sem fazer nada?
Super Stroubles: Ah sim! Estou fazendo um pouco disso agora! É que achei que você poderia estar de saco cheio de fazer nada! Porque eu, por exemplo, só estou começando e já me saturei.
Eu: Cansa sim, mas a gente se acostuma...
Super Stroubles: Não vai voltar a trabalhar? Vai continuar dando uma coçada todo dia?
Eu: É... Sabe o que é? Não procuro emprego, com medo de achar. O último que me encontrou, eu não fui com a cara dele, saca?
Super Stroubles: Isso tem um lado bom...
Eu: Tem?
Super Stroubles: Agora você não tem mais desculpas pra não me fazer àquela macarronada!
Eu: Para tudo há uma escapatória, baby. E desta vez, é o meu regime, oras!
Super Stroubles: Hahaha, está certo!
Green Fairy, 13:36 - Beba Aqui
Quarta-feira, Maio 12, 2004
Nem tudo é um mar de Rosas
Ficar parada, não é uma palavra que faz parte do meu vocabulário. Vou à luta sim, minhas contas estão aí e não é porque estou de férias indeterminadas que elas ficarão com dó da minha pobre criatura e me darão tréguas. Fui em busca de um novo emprego e mesmo que isso não seja frase de quem está a perigo, juro que não fui com a cara do infeliz. Sim, eu começaria hoje e literalmente dei para trás. Motivo? Não consigo mais trabalhar um minuto sequer nesta área da informática e sem contar que eu estava duvidando que a empresa fosse idônea. E arriscar desta forma, não é comigo. Vai que me mato um mês inteiro e chega no fim, continuo a ver o Francisco, batendo na porta da minha casa e o meu salário, que é bom, tomar Doril?
Por enquanto, tento aliviar meu stress na aula de Body Combaty e assim, fico a imaginar a cara do dono daquele carro comedor de bunda de carro alheio e aplico golpes certeiros, depositando toda a raiva existente dentro de mim. E não, de nada adiantou eu ter pegado a placa do carro do infeliz. O Detran não localizou. Ou seja, me ferrei lindamente e ponto final.
No mais, continuo por aqui, a fazer meus bicos para tentar me desvencilhar da instalação de Francisco em minha conta bancária. Digitadora de preguiçosos, motorista familiar, zéfinha por conseqüência e quebradora de galhos nas horas vagas. Assim, vou me virando até o momento que eu encontre algo melhor. E sim, estou vendendo minha bicicleta zero quilômetros, meu celular e quem sabe até o Fada-móvel, do jeito que as coisas andam, daqui a pouco estou vendendo até ar ensacado para descolar algum dinheiro.
O setor amorístico vai bem, obrigado. Para não se livrar da mesmice, nada mudou. Nem para melhor, nem para pior. As mesmas criaturas protagonizam neste enredo, ora me enchendo de esperanças e ora me enchendo o saco. E só para animar este post desanimado que aqui o publico, vou relatar uma estória "ótema"!
Que eu sou exigente, disso não tenho dúvidas. Mas sim, eventualmente eu tenho os meus deslizes e acabo por cometer bobagens, apenas para pararem de pegar no meu pé. E é assim que resumo aquela noite, de meses atrás. Uma criatura pentelha vinha infernizar a minha noite. Homem bonito, interessante, mas péssimo nos assuntos. E cá entre nós, conversar com uma pessoa que só fala besteiras é um verdadeiro sacrilégio. Só estando muito bêbada para agüentar. E assim o fiz... Quem sabe depois de umas cinco doses de absinto o papo não começa a se tornar interessante? O clima rolava e eu por minha vez, decidi investir no método "cala boca e beija logo!" (quem nunca fez isso, que me atire a primeira pedra)
Confesso que foi uma noite agradável. Para que conversar? Nos beijamos, nos olhamos, nos beijamos e uma hora nos cansamos e vamos para nossas respectivas casas e pronto. Nunca mais nos veremos! Não é assim que as pessoas fazem hoje em dia? Só que por ironia do destino, a criatura conseguiu meu telefone, me ligou diversas vezes e eu sempre o repudiei. Três meses se passaram e Ryan toca descompassadamente.
Criatura: Quem fala?
Eu: Com quem quer falar?
Criatura: Moro em uma republica aqui em Campinas, sou eu quem controlo os telefonemas daqui e nesta conta saiu diversas ligações para o seu número, totalizando o valor de R$ 40,00.
Eu: E eu com isso?
Criatura: Ninguém sabe de quem é este número e eu preciso cobrar a pessoa responsável pela ligação. Faz uma força. Você conhece, o fulano, o beltrano ou o Sicrano?
Eu: Me chamo Green Fairy, mas desconheço todos estes nomes.
Criatura: Green? Então você se lembra da Criatura, não? Que coincidência, nunca imaginaria que fosse você.
Eu: Nussa. Ótima desculpa para telefonar para alguém. Mas acho que a conta está meio atrasada. Fazem mais de meses que não recebo uma ligação sua.
Criatura: Esquece isso. Quando é que você vai me ver?
Eu: Desculpe, você está atrasado mais uma vez, agora estou namorando!
Não, eu não estou namorando, mas não precisa espalhar, ok?
Green Fairy, 16:25 - Beba Aqui
Domingo, Maio 09, 2004
Da série: Vai o verão, entra o outono e Murphy continua me amando!
Se antes eu achava que Murphy me adorava, hoje estou certa de que ele me ama. A maré de azar não me deu tréguas e após eu ter sido contemplada com o bilhete do desemprego, outras peripécias aconteceram.
Eu era uma Fada estagiária e por este motivo, saí daquele estágio escravo com uma mão na frente e outra atrás, não ganhei seguro desemprego, FGTS e nem aviso prévio. Saí lisinha, sem um dinheiro sequer para pegar o ônibus de volta para casa. Ou seja: estou mais dura do que pau de tarado, sem dinheiro até para a camisinha e cá entre nós, férias definitivas já não é nada legal, sem dinheiro então, é uma tortura inigualável.
Se acostumar com o fato de ficar em casa ouvindo a voz de Mainha o dia inteiro me pedindo educadamente aos berros para que eu expulse o Francisco, intruso, pelo qual, chegou sem avisar e está hospedado em minha conta corrente sem previsão de saída é absolutamente insuportável.
Ah sim, e com a falta do meu salário, a renda da Family of the Fairies diminuiu horrores, contribuindo para que dispensassem a empregada e me arremessassem, sem direito de resposta, para o Lerê, lerê... Sim, sim. Ultimamente a zéfinha está encarnando diariamente sobre minha pessoa. E limpa daqui, lava dali, aspirador, escovinha, lava banheiro, louça, faz o almoço. Ufa! Cansei! Posso descansar? Não? Ai, ai... Ninguém merece! Será que posso me demitir deste serviço?
Se, para manter uma conta com a hospedagem do Francisco, já é dificil, imaginem duas... Nada mais correto do que sugar todas as migalhas que restaram na minha humilde conta salário e encerrá-la, não? Sim, sim... E lá vai eu, linda e bela no fada-móvel, rumo ao banco. Paro lindamente, devido ao farol vermelho, cantando alegremente com o som do Chiclete com Banana. Quando eu menos espero... Paff... E lá se vai a traseira do fada-móvel. Sim, a criatura estava literalmente errada, mas como nem só de pessoas honestas se vive o Brasil, a criatura sumiu e me deixou com uma divida de 400,00.
E o Fada-Móvel continua andando. Isso pelo menos é um bom sinal. Mas em caminho da festa da academia, comecei a sentir um cheiro de queimado. Será que o Tico e o Teco estão pensando? Não... Acontece que o som entrou em curto circuito e agora o fada-móvel está mudinho da Silva Sauro, sem direito de responder nem em forma de educadas buzinadas, para as mulas que encontramos diariamente no transito de São Paulo.
Como se não bastasse, ainda estou "apanhando" para conseguir a proeza de abstrair algo de útil na programação da televisão à tarde. E sim, passei muitos dias sem postar devido a crise de amnésia. Eu havia me esquecido que mudei de senha. Será que falta alguma coisa? Se sim, com certeza Muphy irá me lembrar...
Se você não entendeu, segue aí a tradução:
Francisco: vulgo amigo Chico, apelido carinhoso que damos aqueles momentos em que estamos no vermelho
Green Fairy, 23:23 - Beba Aqui
Sexta-feira, Maio 07, 2004
Alguém conhece um remédio que faz a gente parar quieta por alguns instantes? Sim, sim, minhas férias indeterminadas, vão bem, obrigado! Estou aproveitando o tempo para fazer tudo que um desocupado faz. Já havia me esquecido o quão gostoso é ficar debaixo das cobertas em um friozinho, como o de hoje, comendo pipoca e assistindo sessão da tarde. E sem contar em milhões de coisas que a gente faz nessas épocas de férias. Tenho que aproveitar bem, pois esta minha fase é por pouco tempo. Entrevistas que não acabam mais e a sensação de que inicio em breve, reina sobre mim. Assim espero. As dívidas vão me agradecer por isso.
E hoje é chegada a festa tão esperada da academia. É a primeira vez que vão me ver como gente grande. Hoje estarei nas alturas, disfarçando os meus 1,57 com um super salto 15.
A academia em peso está na torcida pela vitória do homem dos olhos cor de abacate sobre a minha pessoa. E sim... Ele estará lá! Medaaaa
Green Fairy, 21:10 - Beba Aqui
Terça-feira, Maio 04, 2004
As férias familiares acabaram
Nada como um final de semana longe da família para extrapolarmos todos aqueles limites que já não temos. A intuição já me dizia que aquela noite seria inesquecível, mas chegando ao local pré-destinado as dúvidas começaram a surgir quando me deparei com a Nova Mondo. Estava achando demais conseguir a boiada pra ir na "reinauguração" de uma boate que já foi ótima, que pintou as paredes, mudou de nome e que tinha tudo para ser "tudo de bom", mas que agora se encontra em processo de decadência. A Red é meio balada, tem uma espécie de meia pista, com um meio bar, metade dos Homens e ainda a metade dos convidados que a casa suportava... Mas é claro que nenhum desses fatores, implica na hora de colocarem os preços das bebidas pelo dobro das demais baladas de praxe.
Só tinha otário, que por sinal não é nada legal, isso porque realmente só tinham os otários que assim como eu e Paty-Flashpower, ouvimos por aí que a balada seria "do caralho" e decidiram conferir. O divertido foi assistir de camarote os mesmo otários tentando seduzir-nos com aquelas danças bizarras. Em suma, estou quase certa de que George Lucas se inspirou nos freqüentadores da Red, para criar os monstros do Guerras nas Estrelas, precisa dizer mais?
Sim, saímos fincadas da balada em busca de um pouco de diversão, afinal se eu e Paty-Flashpower separadas somos o arroz doce de qualquer festa, juntas não poderíamos fazer feio e tampouco voltar para a casa com o sentimento de derrota. Certas de que o posto da Faria Lima com a Juscelino é um circo gratuito, arriscamos um pit stop. E com certeza as conclusões foram lastimáveis. A faixa etária dos homens daquele local era similar a que encontramos no circo, com a pequena diferença que as criaturas não se punham nos devidos lugares e insistiam em chamar a atenção querendo passar a impressão de maioridade com frases tão chinfrins quanto aquelas piadas que são incapazes de fazer qualquer criatura ao menos sorrir. Arrancada de Fusca, Corcel com aerofólio, gordão de picape importada e cueca furada, casal ouvindo música no Voyage com três amigos do cara no banco de trás... Uma biodiversidade que faz peito à da Amazônia.
Literalmente nos recusamos a permanecer naquele antro por mais de cinco minutos e partimos rumo a lugar nenhum e sem a mínima esperança de sucesso "baladístico" pelas ruas de São Paulo. Segundo a lei de Murphy: "quando tudo está dando errado, pode ter certeza que vai piorar" e como eu sou prova viva que Murphy me ama, estava certa de que ainda teria que acender muitos cigarros, devido ao nervoso gerado por Murphy.
Felizmente, Murphy deu uma trégua e lá pelas tantas da noite, em meio aquele trânsito infernal, típico da cidade de São Paulo, esbarramos com criaturas espetaculares. Colírio para os olhos seria pouco para aquelas beldades que estavam perdidas como nós.
No fim, fizemos nossa própria balada, sentados em um posto de conveniência tranqüilo, longe do barulho, tumulto e comuns ojerizas. Para completar o cenário, inúmeras garrafas de cerveja, gargalhadas como opcional, som ambiente e beijinhos para aquecer a madrugada gelada de outono. No fim, já amanhecendo, com trajes de gala, seguimos juntos para a padaria para abastecer o estômago com um belo café da manhã, levemente alcoólico. E sim, a noite foi ótima e se estendeu por todo o final de semana. E estejam certo que Green Fairy Baladinha e Paty Flashpower, voltam em breve com mais um informativo "baladístico".
Green Fairy, 21:27 - Beba Aqui
|